sexta-feira, 31 de outubro de 2008
To you my friend...
Parece que foi ainda ontem que te conheci. Eu uma pita com manias que sabia tudo e tu uma pita maluca com manias de bêbeda.
Já passamos por tanto juntas, já vivemos tanto, já crescemos tanto. O que já sofremos depois daquele dia no bar do liceu, o que já dissemos, fizemos, sorrimos, choramos juntas e separadas. Tantas pessoas conhecemos e esquecemos depois disso. Tantos amores passaram, tantas amizades fizemos e desfizemos. Quantas lágrimas já derramamos, quantos sorrisos já forçamos, quantas gargalhadas já demos, quantas piadas já contamos.
E de repente, aquelas duas meninas cresceram e de meninas só têm as tontices que fazem quando se juntam. Agora não somos mais adolescentes. Somos quase adultas. Em tão pouco tempo sinto que crescemos tanto, aprendemos muito, sofremos demais e sobrevivemos. Depois de tudo, depois das mágoas, das desilusões, das derrotas e depressões, é tão bom saber que há uma constante em nossas vidas, uma amizade que a muito resistiu. É reconfortante voltar para casa e saber que apesar da distância, nada nos separou. Porque uma amizade como a nossa, o oceano não afunda, a distancia não afasta, os homens não quebram, as falsidades dos outros não atingem e as bebedeiras não desgraçam. É por tudo o que vivemos e sobrevivemos, por tudo o que dissemos e calamos e por tudo o que ainda vamos passar juntas que digo que és uma pessoa grande de coração, maravilhosa de alma e uma das melhores amigas que podia ter.
PS. Um amigo é aquele que fica quando o resto vai embora!
A ti Joana que ja fazes grande parte da minha vida...obrigada por tudo.
O lado Obscuro
É impressionante como a crueldade humana consegue destruir até o coração mais forte. Deixa-me profundamente frustrada a maneira como as pessoas são más pelo prazer de o serem. Fico absolutamente desiludida por encontrar na humanidade tais acções. Não consigo perceber como é que alguém pode ser completamente escorraçado de um meio social simplesmente porque é diferente ou porque tem ideias fixas, porque é honesto demais ou porque é optimista demais. Parece que o mundo não se conforma com a paz. É como se dentro das pessoas existisse uma necessidade de destruir tudo o que é bom, tudo o que é puro e pacífico.
Sinto-me desanimada por ver isto no meu dia-a-dia, por encontrar pessoas que um dia foram fortes, completamente derrotadas porque o mundo achou que elas eram felizes demais. Como é que as pessoas conseguem ser sujas a esse ponto?
O que ainda mais me deprime é saber que neste lugar ou somos os escorraçados ou somos os ditadores. Quem tenta não escolher posição sofre talvez ainda mais e por mais puro que seja acaba contaminado por esta podridão: ou torna sua alma negra ou ela é destruída.
Infelizmente essa realidade chegou até mim da maneira mais brutal. Ver durante meses as pessoas á minha volta virarem-se umas contra as outras, umas a atacarem os inocentes, outros a tentarem se manter em pé quando todos os tentavam deitar abaixo. Fiquei no meio durante muito tempo, tentando encontrar um equilíbrio nesta guerra entre a luz e a sombra e acabei por sucumbir. Por breves momentos deixei que corrompessem minha alma, que me levassem para o lado negro deste jogo cruel, por breves momentos quase destrui pessoas que um dia me deram a mão. Mas… a vida decidiu me dar uma lição!
Um dia, a vida derrotou-me e deixou-me fraca e do lado negro a fraqueza também é vista como um crime, tal como a felicidade, a ingenuidade e a inocência. E, fraca que estava, fui corrida a pontapé por pessoas que julgava serem minhas amigas.
Fechei-me, isolei-me, destrui-me… fiquei um farrapo humano, tal como eles queriam. Mas renasci das cinzas e todos os dias luto para afastar-me deste mundo. Mas infelizmente esta guerra fria continua a fazer vítimas e mesmo aqueles que um dia eu julguei que nunca fossem perder o sorriso, hoje confessam-me estarem perdidos, sozinhos, destroçados.
Quando falam em guerras, pensa-se em soldados, batalhas, armas, bombas e esquecemo-nos as pequenas grandes batalhas que se travam entre nós, lutas pela paz e pela sobrevivência. As verdadeiras grandes guerras ocorrem todos os dias. São batalhas contra o preconceito, contra a exclusão social, contra a mesquinhice e a crueldade do homem, contra a pobreza, contra a fome, contra a própria Natureza Humana, porque apesar se nos considerarmos animais racionais, entre nós habita o instinto animal da “Sobrevivência do Mais Forte” e esquecemo-nos que os fracos têm direito a viver tanto quanto os outros e dentro de cada fraco existe talvez mais força do que qualquer Forte possa imaginar, existe a força da Paz.
The real problem is in the hearts and minds of men. It is easier to denature plutonium than to denature the evil spirit of man. Albert Einstein
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Escrevo...
Não escrevo este blog para ter muitos comentários...
Tembém não o escrevo porque gosto de exibir os detalhes da minha vida...
Nem tanto farei dele um diário...
Escrevo o blog para expor as minhas ideias, mesmo que ninguém as leia...
Escrevo para dar corpo aos meus devaneios, para juntar os fragmentos dos meus pensamentos, escrevo para dar uma realidade ás minhas dúvidas... Não considero um blog de reflexão sobre a existencia humana ou divina, embora também toque nesse assunto... Nem será tão pouco uma narrativa deprimente sobre os aspectos maus da vida, embora considere que a vida tem muitos lados negros também vejo muita coisa fantástica neste mundo... Não me considero filósofa, me, poetisa, não acho que saiba muito da vida, ou que tenha vastos conhecimentos de ciência, literatura e demais, na verdade quando mais sei, mais consicencia tenho da minha vasta ignorância... E depois desta lenga-lenga toda sobre porque fiz este blog a maioria dos que por uum acaso tenham começado a ler esta primeira entrada ja desistiram. Os que por acaso consideraram minhas palavras de alguma maneira interessantes, bem, não era essa a intenção, mas obrigada na mesma. "O coração, se pudesse pensar, pararia." Fernando Pessoa in O Livro do Desassossego
Tembém não o escrevo porque gosto de exibir os detalhes da minha vida...
Nem tanto farei dele um diário...
Escrevo o blog para expor as minhas ideias, mesmo que ninguém as leia...
Escrevo para dar corpo aos meus devaneios, para juntar os fragmentos dos meus pensamentos, escrevo para dar uma realidade ás minhas dúvidas... Não considero um blog de reflexão sobre a existencia humana ou divina, embora também toque nesse assunto... Nem será tão pouco uma narrativa deprimente sobre os aspectos maus da vida, embora considere que a vida tem muitos lados negros também vejo muita coisa fantástica neste mundo... Não me considero filósofa, me, poetisa, não acho que saiba muito da vida, ou que tenha vastos conhecimentos de ciência, literatura e demais, na verdade quando mais sei, mais consicencia tenho da minha vasta ignorância... E depois desta lenga-lenga toda sobre porque fiz este blog a maioria dos que por uum acaso tenham começado a ler esta primeira entrada ja desistiram. Os que por acaso consideraram minhas palavras de alguma maneira interessantes, bem, não era essa a intenção, mas obrigada na mesma. "O coração, se pudesse pensar, pararia." Fernando Pessoa in O Livro do Desassossego
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